segunda-feira, 26 de abril de 2010
Solicitação de título de eleitor via internet pode ser feita até sexta
quarta-feira, 3 de março de 2010
TSE aprova regulamentação do voto em trânsito nas eleições presidenciais
Entretanto, para assegurar esse direito, o eleitor terá que se habilitar em qualquer cartório eleitoral do país, de 15 de julho a 15 de agosto de 2010, registrando a sua ausência do domicílio eleitoral e indicando a capital da unidade da federação em que estará presente, de passagem ou em deslocamento.
Dentro desse período, conforme o texto da minuta, o eleitor que tiver se habilitado para o voto em trânsito poderá alterar a capital de destino tanto no primeiro quanto no segundo turno da eleição ou mesmo desistir do voto em trânsito e exercer o seu direito de voto na sua seção de origem.
Superado o prazo limite de 15 de agosto, o cadastro de eleitores em trânsito será encerrado e, uma vez habilitado nesta categoria, o eleitor estará impossibilitado de votar na sua seção de origem. Caso não esteja presente na capital para a qual foi provisoriamente transferido, o eleitor deverá justificar a ausência em qualquer mesa receptora de justificativa, inclusive no seu próprio domicílio eleitoral de origem.
Segundo o TSE, eleitor que não comparecer à seção para votar em trânsito deverá justificar a sua ausência em qualquer mesa receptora de justificativa, inclusive no seu domicílio eleitoral de origem, “à exceção da capital do Estado por ele indicada no requerimento de habilitação”.
Caberá aos Tribunais Regionais Eleitorais cadastrar, em aplicativo desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral, as seções especiais e os locais, nas respectivas capitais dos Estados, onde serão instaladas urnas para a recepção dos votos dos eleitores em trânsito, denominadas “mesas receptoras de voto em trânsito”.
O TSE proíbe doações por meio de cartões corporativo, empresarial ou emitidos no exterior. “Incluem-se no conceito de cartão de crédito corporativo os cartões de pagamento utilizados por empresas privadas e por órgãos da administração pública direta e indireta de todas as esferas”.
Para poder arrecadar recursos por meio de cartão de crédito, os candidatos e comitês financeiros terão de solicitar registro na Justiça Eleitoral, obter inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), abrir conta bancária eleitoral específica para a movimentação financeira de campanha, além de receber números de recibos eleitorais e criar uma página de internet específica para o recebimento destas doações.
Caberá aos candidatos ainda contratar a operadora de cartão de crédito para habilitar o recebimento de recursos. “Será permitida a utilização do terminal de captura de transações com cartões para as doações por meio de cartão de crédito e cartão de débito”, diz o texto aprovado pelo TSE.
Os recursos financeiros arrecadados por cartão de crédito e cartão de débito deverão ser creditados na conta bancária exclusiva para a movimentação financeira de campanha.
Governadora anuncia oficialmente universalização do SAMU para todo Rio Grande do Norte
A partir do segundo semestre, os governos federal e estadual, numa parceria conjunta, passarão a realizar a cirurgia bariátrica para tratamento de obesidade mórbida através do SUS, de forma gratuita para casos com indicação médica. Também será aumentado o atendimento a pacientes renais na rede do SUS do Rio Grande do Norte.
EVOLUÇÃO – Nos últimos sete anos o SAMU teve uma grande expansão em todo o Estado. Em 2002, eram apenas 12 ambulâncias no sistema que atendia apenas a Natal. Hoje, são 30 ambulâncias que atendem pacientes em toda a Grande Natal e Mossoró. "Acompanhei toda essa evolução do Samu, como gestora. Quando prefeita de Natal, implantei o serviço na capital e fui pioneira. Como governadora, expandimos para a Grande Natal e Mossoró, e agora, estamos levando o Samu para 100% do Estado", ressaltou Wilma de Faria.
Governo do Estado constrói novas casas populares em Assu, Mossoró, Lucrécia, Santa Cruz e Angicos
Garibaldi Filho tenta reaproximação com Sandra Rosado
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Agaciel Maia prepara campanha para deputado federal


Agaciel Maia poderá ser candidato aEmbora ainda negue que seja candidato a deputado federal, o potiguar Agaciel Maia, “ator principal” dos escândalos de atos secretos envolvendo o Senado Federal, já está trabalhando para conseguir uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal.
No calendário de 2010, que também circula em Brasília, aparece Agaciel Maia sorridente, com cabelo bem penteado e imagem da Ponte JK em segundo plano.
Logo abaixo da foto, registra-se a frase “Que as bênçãos de Deus sejam constantes em seu lar”, com a assinatura destacando o sobrenome Maia em letras maiores em relação ao pré-nome.
FEMURN convoca prefeitos de todo o Estado para reunião que discutirá pauta de 2010
A pauta da reunião inclui os seguintes assuntos:
Interiorização do SAMU e formação de Consórcios municipais – MS/SESAP/RN e Municípios do RN. Técnicos da área de Saúde do Governo do Estado apresentarão aos prefeitos o projeto de interiorização do SAMU o que inclui a destinação de ambulâncias e contratação de equipes de profissionais da Saúde, além da reestruturação dos hospitais regionais;
Precatórios – benefícios e providências – Orientações aos prefeitos quanto à tomada de providências e regras a serem obedecidas no pagamento de precatórios, conforme a Emenda Constitucional EC 62/2009, promulgada em dezembro de 2009. A EC 62 Criou um regime especial, que Permite aos Municípios com Estejam que o pagamento de Precatórios atrasado quitar os débitos parcelados em até 15 anos, ou destinando 1% ou 1,5% da Receita Corrente Líquida (RCL) municipal;
Recuperação de receitas do ISS – Nesta parte da reunião técnicos e consultores apresentarão aos prefeitos o programa ISS Digital, disponibilizado pela FEMURN para que as prefeituras incrementem a arrecadação digital. O programa faz parte do conjunto de ações propostas pela FEMURN para modernizar as administrações municipais;
Programa Minha Casa Minha Vida; Técnicos do Governo do Estado orientarão os prefeitos sobre a elaboração do Plano Local de Habitação de Interesse Social com a criação, por meio de lei a ser enviada à Câmara, do Fundo Municipal e do Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social. A legislação é exigida pelo Ministério das Cidades e sem ela os municípios ficarão impedidos de receber recursos e investimentos para o setor habitacional;
Pré-Sal e os municípios. Será apresentada aos prefeitos a proposta de redistribuição dos royalties oriundos da produção de petróleo (PL 5938), em tramitação no Congresso Nacional. A redistribuição beneficiará cerca de 5.300 municípios brasileiros.
Piso Salarial do Magistério.
O presidente da FEMURN, prefeito Benes Leocádio, de Lajes, ressalta a importância da participação dos prefeitos nesta reunião. “Vamos discutir alguns dos principais pontos da pauta municipalista deste ano, dando o encaminhamento de lutas como a distribuição dos royalties do petróleo, uma proposta que recebe o apoio da Confederação Nacional dos Municípios e das Federações de Municípios e será muito benéfica, sobretudo para os pequenos e médios municípios brasileiros”, frisou Benes Leocádio.
PAUTA NACIONAL: Na semana seguinte, no dia 9 de março, a CNM reunirá em Brasília todos os presidentes de Federações e Associações de Municípios e todos os prefeitos do País estão convocados para um grande evento, no dia 10 de março, no auditório Senador Petrônio Portela, no Senado Federal. Para o dia 19 de março, a CNM convocou todos os prefeitos a participarem, em suas cidades, do Dia Nacional de Luta em Defesa dos Municípios.
Fonte: Potiguar Notícias
RN deverá ganhar mais uma vaga na Câmara Federal
As mudanças verificadas na população dos estados brasileiros nos últimos anos deverão provocar uma alteração importante na formação das bancadas. O TSE publicou na última quarta-feira (17) em seu site, a minuta de uma resolução que redefine o número de deputados federais e estaduais a partir das eleições de outubro deste ano.
De acordo com a minuta, de autoria do ministro Arnaldo Versiani, para se readequadar aos atuais tamanhos das populações estaduais, o Rio de Janeiro e a Paraíba passarão a ter dois deputados federais a menos. Rio Grande do Sul, Paraná, Maranhão, Goiás, Pernambuco e Piauí perderão um deputado federal. Em contrapartida, a bancada do Pará passar a ter três deputados a mais. Minas Gerais crescerá sua bancada com mais dois. E Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Santa catarina terão, cada um, mais um parlamentar na Câmara. As representações dos demais estados (São Paulo, Espírito Santo, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima) permanecem inalteradas.
Antes de fazer valer de fato a nova regra, o TSE quer discutí-la. E, para isso, marcou uma audiência pública para a próxima quarta-feira (24), a partir das 15h, no auditório do tribunal. Também será discutida na mesma audiência a possibilidade de voto para presidente da República do eleitor em trânsito, ou seja, que não esteja na sua cidade no dia da eleição.
Se o texto da minuta do TSE passar a valer, São Paulo continuará tendo a maior bancada, com 70 deputados federais. O número total de parlamentares na Câmara também continuará o mesmo, 513. Minas Gerais passará a ter 55 deputados, seguido do Rio (44), Bahia (40), Rio Grande do Sul (30), Paraná (29), Pernambuco (24), Ceará (23), Pará (20), Maranhão (17), Santa Catarina (17), Goiás (16), Paraíba (10), Espírito Santo (10), Piauí (9), Alagoas (9), Rio Grande do Norte (9), Amazonas (9), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, todos esses com oito deputados cada um.
A minuta também altera os tamanhos das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal. No total, serão 1.057 parlamentares, assim distribuídos: São Paulo (94), Minas Gerais (79), Rio de Janeiro (68), Bahia (64), Rio Grande do Sul (54), Paraná (53), Pernambuco (48), Ceará (47), Pará (44), Maranhão (41), Santa Catarina (41), Goiás (40), Paraíba (30), Espírito Santo (30), Piauí (27), Alagoas (27), Rio Grande do Norte (27), Amazonas (27), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, todos esses com 24 deputados estaduais ou distritais cada um.
Para o debate da próxima quarta-feira, estão convidados representantes de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público. As mudanças propostas por Versiani buscam adequar as bancadas ao que prevê o artigo 45, parágrafo 1º da Constituição, e a Lei Complementar 78/93, que disciplinam que a quantidade de deputados federais deve ser proporcional à população dos estados e do Distrito Federal, desde que a maior bancada não ultrapasse o número de 70 deputados e a menor não tenha menos que oito.A proposta de mudança foi provocada por uma ação da Assembleia Legislativa do Amazonas.
Fonte: Potiguar Noticias
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Robinson vai para a oposição, mas não leva todo o grupo que o apoiava
Presidente da Assembleia Legislativa amargou perdas políticas importantes ao desistir de ser candidato a governador e migrar para a oposição.
O eleitor brasileiro está acostumado a ver políticos mudarem de lado como quem troca de roupa, conforme a conveniência do momento. A cena se repete eleição após a outra: muitos que são eleitos pela oposição se transferem sem pudores para a situação ao primeiro canto da sereia. Encontrar quem faça o caminho inverso é bem mais raro – mas não impossível. Na bacia das almas do governo Wilma de Faria (PSB), o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN), resolveu juntar-se ao exército oposicionista e combater o projeto que, até ontem, defendia com entusiasmo.
A oposição, liderada pelo senador José Agripino Maia (DEM), comemorou a decisão do líder do PMN como a cartada decisiva para reconquistar o poder no Rio Grande do Norte. Robinson, que antes pleiteava a candidatura ao governo, aceitou o lugar de coadjuvante e será o vice na chapa encabeçada pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM). Mas a pergunta que mais se ouve nas rodas das conversas políticas é a seguinte: o que Robinson Faria, verdadeiramente, levará para a oposição?
Robinson mantinha sob suas asas um grupo político aparentemente coeso em torno do objetivo de fazer dele governador do RN. Líder do PMN, o deputado exercia controle informal sobre o PP e ainda contava com o apoio irrestrito do PTB. Além disso, os deputados federais João Maia (PR) e Henrique Eduardo Alves (PMDB) alimentaram a quimera da candidatura de Robinson com a criação da Unidade Potiguar (UP).
Em pouco tempo, porém, o que antes parecida sólido se desmanchou no ar. A Unidade Potiguar se transformou na primeira de várias perdas que o deputado passaria a acumular. O grupo que surgiu com estardalhaço prometendo ser a terceira via das eleições potiguares morreu antes mesmo da chegada do ano novo.
Coube ao peemedebista Henrique Eduardo Alves, líder do partido na Câmara Federal, fazer o primeiro movimento para esvaziar a UP. O deputado acertou-se com o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) e anunciou apoio à candidatura do socialista.
João Maia, embora mais resistente, seguiu o mesmo caminho de Henrique. João e Robinson trocavam promessas mútuas de seguirem juntos em 2010. Diziam que quem estivesse em melhor situação nas pesquisas de intenção de voto receberia o apoio do outro. Mas o republicano mudou de ideia depois que Henrique o indicou para uma das relatorias do projeto do Pré-Sal. A UP estava, definitivamente, encerrada.
Enfraquecido com essas duas importantes defecções, Robinson continuou sustentando que seria candidato ao governo, mas suas palavras soavam cada vez mais como a valsa da solidão. Restava-lhe, entretanto, a trinca de partidos que seguiam sua orientação na Assembleia Legislativa. O problema é que não tardou para essa base também começar a ruir.
Robinson perdeu o apoio do PTB com a migração do deputado estadual Ezequiel Ferreira para o palanque do primo e vice-governador Iberê Ferreira e sofreu um duro revés com a intervenção da Executiva Nacional no diretório potiguar do PP. Com esse movimento, a direção do partido evitou que o PP seguisse com o presidente da Assembleia Legislativa para a oposição.
Robinson classificou a intervenção no PP como “coisa de ditadura” e disse que a medida “não combina com o Brasil democrático que estamos vivendo hoje [no país]”. Magoado, responsabilizou o deputado federal Henrique Alves pela “manobra” que colocou o Partido Progressista nos braços de Iberê.
É verdade que há uma divisão no PP entre os que apóiam Iberê e os que preferem seguir a orientação de Robinson. Mas o fato é que o deputado não controla mais o partido e, a despeito de contar com a solidariedade de alguns prefeitos progressistas, não levará a legenda para o palanque de Rosalba.
Noves fora as perdas do caminho, Robinson ostenta alguns pontos importantes a seu favor: é presidente da Assembleia Legislativa, comanda uma bancada com três parlamentares e é pai do deputado federal mais votado na última eleição – Fábio Faria (PMN). Fora disso, é considerado a maior liderança política da região Agreste. Mesmo perdendo musculatura política ainda é uma peça fundamental no jogo da sucessão estadual.
Fonte: nominuto.com
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Direto da Câmara
Autor: José Lucicláudio Bezerra.
Autor: Josenaide Dantas
Aprovado por unanimidade.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Vereador potiguar tem contas desaprovadas pelo TRE
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Comissão de Vereadores visita CAERN
Comissão de vereadores vai à Vice-Governadoria.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Direto da Câmara
Direto da Câmara
Aprovado por unanimidade.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Direto da Câmara
(Presidente - Maria Odete Dantas Azevedo)
SAÚDE, EDUCAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E DEFESA DO CONSUMIDOR
(Presidenta - Terezinha Gonçalo Cavalcanti)
FINANÇAS, ORÇAMENTO E FISCALIZAÇÃO
(Presidente - Tarcísio Reinaldo da Silva)
5. Projeto de Lei Complementar n° 004/2009, Cria vagas de cargos efetivos e dá outras providências.
ENCAMINHE-SE PARA EFEITO DE PARECER NAS COMISSÕES DE:
LEGISLAÇÃO, JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL
(Presidente - Maria Odete Dantas Azevedo)
SAÚDE, EDUCAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E DEFESA DO CONSUMIDOR
(Presidenta - Terezinha Gonçalo Cavalcanti)
FINANÇAS, ORÇAMENTO E FISCALIZAÇÃO
(Presidente - Tarcísio Reinaldo da Silva)
6. Projeto de Lei Complementar n° 005/2009, Cria vagas de cargos efetivos e dá outras providências.
ENCAMINHE-SE PARA EFEITO DE PARECER NAS COMISSÕES DE:
LEGISLAÇÃO, JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL
(Presidente - Maria Odete Dantas Azevedo)
SAÚDE, EDUCAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E DEFESA DO CONSUMIDOR
(Presidenta - Terezinha Gonçalo Cavalcanti)
FINANÇAS, ORÇAMENTO E FISCALIZAÇÃO
(Presidente - Tarcísio Reinaldo da Silva)
7. Projeto de Lei complementar n° 006/2009, Altera e Revoga gratificações das Leis Complementares n° 07/2009 e 08/2009, bem como institui gratificação e dá outras providências.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Recado aos Ministros
sábado, 21 de novembro de 2009
Audiência Pública realizada no Teatro Candinha Bezerra sobre Dívidas Rurais.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Programa Panorama Político em Santa Cruz.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Após decisão do Judiciário, Câmara tem menor infidelidade desde a Constituinte.
No ano de 2009 foram realizadas 37 trocas de partido.
Após uma interferência do poder Judiciário, a infidelidade partidária caiu na Câmara dos Deputados ao menor nível desde a Constituinte. É o que revela levantamento feito pelo G1 em dados oficiais da Secretaria Geral da Mesa Diretora que informam as mudanças partidárias desde 1989.
Na legislatura atual, que começou em fevereiro de 2007, 80 deputados mudaram de partido em 98 trocas registradas até o dia 12 de novembro, menos da metade dos que foram infiéis no período passado. O número de trocas é maior que o de deputados porque um mesmo parlamentar trocou de partido mais de uma vez. Como o prazo para a filiação partidária para quem vai disputar a próxima eleição já foi encerrado, a tendência é que novas trocas sejam raras até o final da legislatura, em janeiro de 2011.
| ANO | 2007 | 2008 | 2009 |
| TROCAS | 60 | 1 | 37 |
| DEPUTADOS | 47 | 1 | 32 |
Quando se compara a legislatura atual com as anteriores observa-se como o movimento migratório foi reduzido. Após a Constituinte de 1988 o número de trocas sempre foi superior a 200, envolvendo mais de um terço dos 513 deputados. Em 1989 e 1990 os deputados que mudaram de legenda foram 195. Entre 1991 e 1995 este número foi de 200. Entre 1995 e 1999 as trocas alcançaram 172 parlamentares. De 1999 a 2003 foram 183 os deputados infiéis. Nos quatro primeiros anos do governo Lula foram 197 os deputados que trocaram de partido.
| LEGISLATURA | 89-90 | 91-95 | 95-99 | 99-2003 | 2003-2007 | 2007-2011 |
| TROCAS | 208 | 268 | 235 | 290 | 351 | 98 |
| DEPUTADOS | 195 | 200 | 172 | 183 | 197 | 80 |
A contribuição do Judiciário para reduzir o troca-troca partidário começou em março de 2007 com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidindo que o mandato é do partido e não do eleito. Desta forma abriu-se a possibilidade de cassação de quem trocar de legenda. O Supremo Tribunal Federal (STF) referendou a decisão em outubro do mesmo ano.
Presidente do TSE na época da decisão, o ministro do Supremo Marco Aurélio Mello destaca que a intenção era de combater as mudanças por conveniência. “A legislação é a mesma que já havia. Claro que com esta postura interpretativa da Justiça Eleitoral e do Supremo houve uma inibição, o que não quer dizer que não se pode mudar porque tem casos em que pode, como os de perseguição política. Penso que todos os políticos estão mais atentos agora à impossibilidade de trocar apenas por conveniência”.
O fato é que desde a decisão da Justiça, as trocas ficaram em “stand by” até outubro deste ano, quando o prazo de filiação para as próximas eleições motivou algumas trocas. Após a decisão final do Supremo, 36 deputados trocaram de partido, sendo que 31 mudaram a partir de 20 de agosto deste ano, já visando as eleições do próximo ano.
Para o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), a cassação de Brito Neto foi o principal inibidor da migração de parlamentares. Ele cobra agora uma postura da justiça eleitoral em relação aos 31 parlamentares que trocaram de partido desde o dia 20 de agosto e podem ser alvos de novos processos devido aos prazos para a apresentação do pedido do mandato pelos partidos ou pelo Ministério Público Eleitoral.
“Houve essa queda brutal porque tivemos um deputado cassado. Agora temos uma grande interrogação. Esses mais de 30 que trocaram agora precisam ser julgados. Não é que todos têm de ser cassados porque algumas trocas têm justificativa, mas é preciso que o TSE julgue e que o mesmo aconteça nos tribunais regionais”, disse Maia.
Segundo dados do TSE, estão em tramitação processos de cassação por infidelidade contra 10 deputados federais. Outros 11 deputados já tiveram seus casos arquivados e apenas Brito Neto foi cassado. Os registros mostram ainda que 12 deputados acionaram o Tribunal para pedir autorização para trocar de partido. Destes, quatro conseguiram a autorização, um teve o pedido rejeitado e outros sete aguardam a decisão.
Mudança engavetada
Como reação à decisão da justiça em 2007, alguns deputados tentaram, sem sucesso, mudar as regras do jogo. Um projeto de autoria de Flávio Dino (PC do B-MA) chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em julho de 2008 mas não chegou ao plenário da Câmara. O projeto criava uma “janela” onde seria permitida a troca de partidos. A infidelidade seria permitida apenas em uma janela de 30 dias antes do prazo de filiação partidária, que se encerra um ano antes do pleito.
Para Dino, a janela aconteceu efetivamente agora com a mudança de partido dos 31 parlamentares. “O projeto está parado e não tem mais chance de ser votado nessa legislatura. A janela, na realidade, já foi feita na prática. Os fatos se encarregaram de mostrar na pratica que o projeto está correto. É inviável manter a fidelidade partidária rígida sem a lista fechada, onde o eleitor vota diretamente no partido”.
Apesar de considerar a mudança improvável nesta legislatura, o deputado acredita que pode haver uma nova mobilização caso mais cassações sejam feitas pela justiça eleitoral.
“Acho que existe essa possibilidade sim, mas mais adiante. Acho muito difícil viabilizar isso agora porque tem pouco tempo e o pré-sal e o Orçamento para votar este ano. Mas eu tenho uma certeza, ou se adota a lista fechada ou adiante essa tese da chamada janela vai ser aprovada. Eu acho que a decisão da Justiça melhorou muito o sistema. Eu não defendo a infidelidade ou o troca-troca indiscriminado como antes, mas um sistema que seja mais realista”, disse Dino.
Fonte: G1


























